Depois de um final de semana prolongado segue a continuação da história. Espero que apreciem sem moderação!
Abraço a todos!
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Paula estava praticamente pronta para a tal festa de aniversário. Ao saber da presença de Guto dispensou mais alguns minutos de atenção para a maquiagem. Não queria exagerar. O visual tinha de ser perfeito. A roupa estava posta e a escolha não poderia ter sido melhor: uma blusa e uma minissaia. Não chegava a ser vulgar, mas as coxas torneadas e inebriantes certamente atrairiam olhares, e assim foi.
Ao chegarem na festa os olhos de homens e mulheres do pequeno salão miravam uma única direção: as pernas de Paula. Os homens as desejavam. As mulheres invejavam e fingiam insignificância. O fato é que estavam realmente incomodadas com tanta beleza.
Após os abraços na aniversariante e entregaram o presente, as amigas resolveram pegar algo para beber. Ao se aproximarem da mesa de destilados encontraram Guto, cumprimentaram-no, conversaram um pouco e depois se afastaram. O clima era bom. As pessoas estavam alegres e a noite de sábado não terminaria naquele salão.
Perto da 1h a turma inteira decidiu ir para uma boate e prolongar a comemoração. Com menos carros que pessoas, as caronas começaram a surgir. Priscila foi com Débora e umas outras amigas. Paula com Guto e uma tia da aniversariante – daquelas metidas a modernas e festeiras – que ficaria em casa. Alegre e descontraída a tiazona demonstrava sinais de que o álcool a afetara. Falou bastante com os dois, inclusive algumas coisas inconvenientes:
- Não foram vocês dois que desapareceram nas férias do ano passado na casa de praia?
O silêncio permaneceu por um tempo até que Guto tomasse a frente:
- Acredito que não, pelo menos eu não me lembro disso – olhou para Paula que apenas concordou com a cabeça.
Depois que deixaram Salete em casa – esse era o nome da tia moderna – a primeira frase de Guto fez Paula estremecer:
- É claro que eu me lembro. Jamais esqueceria aquela noite.
Podia ser gentileza demais ou a cantada mais furada do mundo, mas Paula sorriu. Antes de chegarem ao local da etapa complementar da festa os dois conversaram, deram risada, pararam num posto e tomaram mais uma cerveja.
Ao pisarem na boate o grupo os esperava ansiosamente. Dé sorriu como se entendesse e Paula com apenas um olhar esclareceu a amiga que nada havia acontecido. O prédio misturava traços antigos com toques atuais na iluminação e configuração do espaço. A pista de música eletrônica foi a escolhida para reiniciar a noite. Paula dançou por cerca de uma hora aquela batida interminável e contagiante.
Discretamente deliciar-se no espaço dedicado exclusivamente ao samba. Quando mais nova, todos diziam que ela só perdia no requebrado para a Globeleza, depois Valéria Valenssa entregou o posto e ela não teve mais concorrência. Guto percebeu a saída da moça e não perdeu tempo em seguí-la. Ambos fingiram surpresa ao se encontrarem:
- Precisava tomar uma água em um ambiente mais calmo – disse Guto
- Quero mesmo é sambar – retrucou Paula enquanto girava e requebrava os volumosos quadris
Ele não perdeu tempo e mostrou o domínio dos passos. Riram. Depois de dançarem algumas músicas separados o jovem se aproximou da dona das belas coxas. Eles se olharam e logo após Paula girar ele a puxou pra perto de dele. Abraçou firme e vagarosamente. Apreciou o corpo dela aproximando-se centímetro a centímetro e beijou-a. Ela não resistiu. Retiraram-se para um local mais discreto e dividiram seus corpos, deixaram-se tocar e aproveitaram a luxuria daquele momento até serem interrompidos.
Quem iria atrapalhar o reencontro de Paula e Guto? Seria o tiozão? Seria a namorada de Guto? Confira isso e MUITO mais no próximo capítulo!
Noites Estranhas - V
29 de setembro de 2009 | Postado por Leo às 21:21 3 comentários
Noites estranhas - IV
Antes muito tarde do que muito mais tarde.
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Giovani definitivamente não era um homem inexperiente, sabia envolver uma mulher. Estava ali, a poucos centímetros de seus lábios, podia sentir seu calor e seu perfume envolvente, mas não a beijou, sequer se aproximou mais.
- Se cuida menina, e se beber na noite, pode chamar o teu táxi.
Paula sorriu e abriu a porta do carro. Giovani esperou ela abrir o portão, depois a porta. Ela já estava no quarto quando ouviu o carro arrancar. Preferiu nem pensar no que acontecera, suas ideias pareciam boiar na cerveja que havia bebido. Quando se deitou, viu o teto girar. Só conseguiu dormir depois de colocar um dos pés no chão.
Acordou de sobressalto, e foi trabalhar saboreando as lembranças do ocorrido há poucas horas. Se sentiu uma louca por ser tão permissiva com as investidas do tal Giovani. De fato, se ele quisesse fazer-lhe algum mal teria feito, pois ela estava sozinha, indefesa e um tanto embriagada. Mas não: afora suas frases de pedreiro conquistador, havia se comportado como um gentleman. As coisas não se encaixavam na cabeça de Paula. Se ele se comportava como se a desejasse, porque não aproveitou a oportunidade? Será que estava tentando descobrir alguma coisa? Seqüestro? Assalto? Pouco provável. O que então? Seria casado? Coisa boa, imaginou, não era. Como fora ingênua em permitir-lhe saber seu telefone e endereço. Por um instante, arrependeu-se.
Por outro lado, não tinha motivos concretos para duvidar do caráter de Giovani. E se ele fosse daqueles que, enquanto jovens, só pensam em enriquecer e, quando se vêem perto dos 40, decidem viver a adolescência perdida? Era uma hipótese considerável. O fato é que esse ser misterioso provavelmente a telefonaria naquele sábado, ela precisava estar preparada, precisava saber o que dizer.
Encontrava-se numa enrascada e, secretamente, essa ideia a excitava. Decidiu que não ia facilitar um novo encontro mas, caso ocorresse, ia ser a vez dela conseguir informações sobre Giovani. Da próxima vez, ia ser como ela quisesse.
Antes do meio-dia, lembrou-se de ligar para Débora, saber como estava. A amiga disse que a cabeça ainda doía, mas que se lembrava muito bem da noite estranha, com gente esquisita, que passaram na véspera. Combinaram de se encontrar no final da tarde para irem juntas ao aniversário de uma terceira amiga. Ia ser uma reuniãozinha simples, no salão de festas do prédio de Priscila.
Quando ambas estavam no quarto de Débora, se arrumando para a tal festinha, o celular de Paula vibrou. No visor, o que mais temia: ele. Decidiu não atender de primeira, depois se arrependeu, enfim. Dé, vendo a perturbação que a situação lhe causava, advertiu: - Essa noite vai ser loooonga! Lembra do Guto, primo da Priscila que você ficou nas férias passadas? Pois é, vai estar na festa e perguntou se você ia.
Como terá sido o desfecho de mais essa noite estranha? Descubra no V capítulo!
26 de setembro de 2009 | Postado por Carla às 10:25 1 comentários
Noites Estranhas - Capítulo III
Antes tarde do que mais tarde ;)
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Paula brincou e ensaiou uma volta ao bar. Tarde demais. Ela deu de cara com o tal tiozão.
- Desculpa - pediu sem graça
- Tome cuidado, você pode se machucar, ou me machucar, desse jeito – largou o grandalhão com um tom sarcástico.
Desconcertada, a morena de olhos claros tentou ser simpática e descontrair o climão que ficara entre o trio. Giovani não perdeu a oportunidade e convidou as duas para mais algumas cervejas. Débora queria ir para casa, mas o olhar de Paula gritava o desejo de ficar e descobrir se tudo fora mesmo uma coincidência. A contragosto a amiga ruiva aceitou o convite, afinal já tinha tomado parte da noite com seus problemas amorosos e deveria retribuir a parceria.
De volta ao bar conversaram noite a dentro. Falaram de amenidades, trocaram algumas intimidades permitidas pelo grau de embriaguez, mas ainda assim Paula não criara coragem para esclarecer o bilhete, o homem no carro, o encontro no bar. Giovani mantinha-se firme, não demonstrava ser afetado e deleitava-se com as confidências que Paula e Débora faziam sem perceber.
Débora pediu licença e deslocou-se até o banheiro, não sem antes cutucar discretamente a amiga por debaixo da mesa. Paula sentiu as mãos suarem e o coração disparar, ela deveria aproveitar a oportunidade e esclarecer tudo. Sem pensar muito ela fitou os olhos verdes no seu interlocutor e tascou:
- Sabe? Olho pra você e tenho a impressão de que o conheço de algum lugar? – Droga - pensou ela - comecei errado ele vai sacar facilmente que estou jogando verde para colher maduro.
- Pois é – respondeu ele -, já a vi algumas vezes, bem menos do que gostaria, mas já nos encontramos em algumas oportunidades.
A morena sorriu disfarçadamente, saboreou mais um gole de cerveja (que agora não era a mais barata do local), e balançou a cabeça. Nesse tempo Dé voltou do banheiro e convidou a amiga para irem para casa.
- Estou mal – sussurrou no ouvido da morena.
Vendo a impossibilidade que a ruiva tinha para dirigir se ofereceu para levá-la até em casa. Giovani não perdeu a oportunidade e lançou novo convite:
- Mas depois você irá para casa sozinha? Nada disso – ele mesmo respondeu antes que Paula pudesse pensar -, eu acompanho as duas e depois levo você em segurança.
Paula sentiu medo naquele momento, poderia ou não aceitar, mas como já tinha ido até aquele ponto decidiu seguir em frente e aceitou.
Depois de deixar o carro da parceira na garagem e acomodá-la confortavelmente na cama, ela seguiu para o seu destino.
Entrou no Fusion preto do tiozão, acomodou-se no banco de couro e não pode deixar de perceber a artimanha do benfeitor ao colocar Jack Jhonson no som do carro. Sabia que aquele era um truque de um conquistador barato. Mesmo assim elogiou a escolha.
- É um dos meus preferidos – disse
- Eu sei – respondeu Giovani
A jogada dele poderia ser apenas mais uma tentativa de impressioná-la, porém Paula sentiu um frio na barriga. Algo não estava certo. Sem perceber ele a levava pelo caminho exato de sua casa. Seria mais uma coincidência? Martelava a duvida na cabeça dela. Mas enfim ele perguntou por onde deveriam seguir. Aquilo confortou as emoções da garota.
Após guiá-lo por algumas ruas escuras e esburacadas a morena apontou uma casa simples, porém com ares de aconchego de um verdadeiro lar. Ele estacionou. Olharam-se por alguns segundos e a morena agradeceu a carona. Gentilmente, Giovani sugeriu a troca de telefones, a moça consentiu. Mais alguns segundos de silêncio e ela reafirmou o adiantado da hora e despediu-se.
Giovani aproximou-se para abraçá-la. Colocou a mão no ombro dela e sentiu a pele exposta próximo às alças finas do vestido preto. Pode sentir também a respiração ofegante de Paula. Aproximou-se ainda mais do rosto de feições sutis e não perdeu tempo.
O que teria acontecido? Giovani beijou Paula? Ou teria ele confessado toda a verdade para a jovem? Seria aquilo um seqüestro? Não perca o próximo capítulo de Noites Estranhas.
23 de setembro de 2009 | Postado por Leo às 23:48 1 comentários